quinta-feira, 27 de maio de 2010

CNBB muda seu paradigma diante ao abuso sexual praticado por alguns membros de seu clero.

Sabemos que nos deparamos com grandes desafios na atualidade, o mais importante nos remete a busca de melhor qualidade de vida, convivência e justiça social.

Diante de tantas turbulências de natureza diversa, os sistemas políticos, econômicos, sociais e religiosos nos quais estamos inseridos, hoje se obrigam a buscar uma nova identidade. Mesmo convivendo com suas mazelas, já são capazes de reconhecê-las e mudam seus paradigmas numa forma de mostrar ao mundo sua parcela de culpa diante de tantas injustiças pelas quais os seres humanos construíram sua própria história.

Hoje nos deparamos com um problema que abala não somente a Igreja católica, mas também a todos seus seguidores. Diante de inúmeras denúncias de abuso sexual, a CNBB se pronuncia sobre o assunto, por meio de seu presidente Dom Geraldo Lyrio Rocha na 48º Assembléia Geral, realizada no último dia 13 de Maio de 2010, onde destaca não somente a vida interna da Igreja, como os assuntos relevantes à sociedade brasileira.

Sobre a questão das séries de abusos sexuais na Igreja, Dom Geraldo ressalta a importância de elaborar um manual de fundamentação e orientação, objetivando uma nova política de ação por parte da Igreja. Falou ainda da importância das penalidades aplicadas, quer sejam canônicas, jurídicas ou civis.

Para esta cartilha que será elaborada pela CNBB como uma espécie de roteiro para auxiliar os bispos em situações como esta, ficará bem claro, segundo Dom Geraldo, que as patologias devem passar por um tratamento. Ressalta que os abusos sexuais trazem complicações e consequencias muito graves, e que as vítimas precisarão de assistência espiritual e psicológica.

Esta comissão contará com especialistas de várias áreas como a do Direito Canônico, Direito Civil e Psicológico.

Diante desses fatos, surge a necessidade, também, da Igreja analisar cada candidato antes da ordenação, e caso apresente qualquer desvio de conduta, ficará suspensa sua ordenação sacerdotal.

Essa nova consciência remete a Igreja Católica tratar desse problema como caso de saúde mental, e para tanto cabe aos profissionais da psicologia pensar que novos desafios estão surgindo. A contribuição será de grande relevância para este momento, pois irá auxiliar a criação de uma nova ordem ao reorganizar condutas que vise respeito à vida e principalmente a de seus semelhantes.

Nós psicólogos devemos estar irmanados com esta nobre decisão.


Psicólogo Dionisio

Pra início de conversa.

Este espaço destina-se a discussões sobre os rumos da psicologia, seu espaço profissional e principalmente os rumos que tem tomado nos últimos anos.


O quanto tem sido respeitada?

O que temos feito para que tudo isso aconteça?

Nos últimos meses tenho me debatido com as discussões sobre o ato médico.

O que ele representa para nós e principalmente o que faremos com a aprovação dele, caso isso aconteça, pois se seguirmos os rumos atuais da mobilização da categoria, certamente corremos grande risco de que ele seja sancionado como lei.

Vejo a fragilidade de nossas mobilizações, inclui-se aí a Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Odontologia, Educação Física, Serviço Social, Biologia, Biomedicina, Biologia, Fonoaudiologia, Técnicos em Radiologia, Enfermagem e Medicina Veterinária e outras ainda não regulamentadas como por exemplo a Optometria.

É importante saber que nos resta pouquíssimas alternativas, pois o Projeto de Lei já passou pelo Senado, pela Câmara dos Deputados e retornou ao Senado, de onde irá para a sanção presidencial.

Ainda há tempo!!!!!!!

Presisamos definir o que queremos, nós da Psicologia e os colegas das demais profissões.

Continuaremos sendo COADJUVANTES ou nos tornaremos PROTAGONISTAS??????

Vejam no Twitter a definição do artigo 4 do Ato Médico.

Isso é apenas um fragmento do que vem acontecendo diante das situações concretizadas pela saúde nos Municípios, Estados e Nação.

A partir desse ponto, vamos discutir todos aspectos envolvendo nossas profissões.

SEREMOS PROTAGONISTAS OU COADJUVANTES???... eis a questão.

Vamos ao debate.
 
Psicólogo Dionisio