quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Faltam políticas públicas para moradores de rua

Faltam políticas públicas para moradores de rua

Dados mais recentes da prefeitura de Curitiba apontam que, em 2009, existiam 1.165 pessoas vivendo nas ruas da cidade. Para reduzir esse número, especialistas afirmam que o caminho mais indicado é a criação de políticas públicas que tragam oportunidades de profissionalização para essas pessoas.
O assunto foi discutido ontem no Fórum Nacional da População em Situação de Rua, realizado pelo Movimento Nacional da População de Rua, em Curitiba. O evento contou com o apoio do Ministério Público Estadual (MPE).

O representante do Movimento Nacional da População de Rua, Valter Santana, afirma que faltam iniciativas do poder público que resultem na melhoria das condições de vida dessa população.
"Muitas vezes os moradores de rua são invisíveis aos olhos da sociedade, mas são pessoas com vivências, sentimentos e circunstâncias que os levaram a seguir esse caminho", conta o representante que também já foi morador de rua.

Segundo ele, ações voltadas para a saúde, educação e lazer deveriam ser prioritárias quando o assunto é mudar a vida dos moradores de rua. "Normalmente, existem apenas albergues à disposição da população de rua. Precisamos mais do que isso. Não basta se alimentar e dormir bem uma noite, deve ser algo constante e que proporcione o crescimento intelectual e profissional dessa pessoa", opina.

O representante regional do Movimento Nacional da População de Rua, Leonildo Monteiro, conta que vários motivos contribuem para que as pessoas passem a viver na rua.
"São casos de pessoas bem sucedidas que acabam tendo desilusões tremendas, que os levam para o fundo do poço. Separações, doenças mentais, vícios também são motivos para seguir o caminho das ruas", afirma o representante que foi morador de rua por dois anos em Curitiba.

A assistente social do MP, Sandra Mancino, explica que o órgão atua dando apoio em três vertentes aos moradores de rua por meio do Centro de Defesa de Direitos do MP.
"O primeiro deles gira em torno do acompanhamento e assistência de políticas públicas para essas pessoas. Outra vertente é responsável pela defesa de direitos violados, bem como o respeito aos direitos já existentes", afirma. Por fim, Mancino explica que a última das vertentes está ligada à participação em eventos como o fórum.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em todo o Brasil, durante abril de 2008 (dado mais recente), eram 31.922 brasileiros maiores de 18 anos vivendo nas ruas.
Segundo o estudo, problemas com o alcoolismo e drogas representavam 35,5% dos motivos que levaram as pessoas a morar nas ruas. Em seguida estava o desemprego (29,8%) e desavenças com pai/mãe/irmãos (29,1%).

Retirado em 03/08/2010 de
http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/442933/?noticia=FALTAM+POLITICAS+PUBLICAS+PARA+MORADORES+DE+RUA

quinta-feira, 27 de maio de 2010

CNBB muda seu paradigma diante ao abuso sexual praticado por alguns membros de seu clero.

Sabemos que nos deparamos com grandes desafios na atualidade, o mais importante nos remete a busca de melhor qualidade de vida, convivência e justiça social.

Diante de tantas turbulências de natureza diversa, os sistemas políticos, econômicos, sociais e religiosos nos quais estamos inseridos, hoje se obrigam a buscar uma nova identidade. Mesmo convivendo com suas mazelas, já são capazes de reconhecê-las e mudam seus paradigmas numa forma de mostrar ao mundo sua parcela de culpa diante de tantas injustiças pelas quais os seres humanos construíram sua própria história.

Hoje nos deparamos com um problema que abala não somente a Igreja católica, mas também a todos seus seguidores. Diante de inúmeras denúncias de abuso sexual, a CNBB se pronuncia sobre o assunto, por meio de seu presidente Dom Geraldo Lyrio Rocha na 48º Assembléia Geral, realizada no último dia 13 de Maio de 2010, onde destaca não somente a vida interna da Igreja, como os assuntos relevantes à sociedade brasileira.

Sobre a questão das séries de abusos sexuais na Igreja, Dom Geraldo ressalta a importância de elaborar um manual de fundamentação e orientação, objetivando uma nova política de ação por parte da Igreja. Falou ainda da importância das penalidades aplicadas, quer sejam canônicas, jurídicas ou civis.

Para esta cartilha que será elaborada pela CNBB como uma espécie de roteiro para auxiliar os bispos em situações como esta, ficará bem claro, segundo Dom Geraldo, que as patologias devem passar por um tratamento. Ressalta que os abusos sexuais trazem complicações e consequencias muito graves, e que as vítimas precisarão de assistência espiritual e psicológica.

Esta comissão contará com especialistas de várias áreas como a do Direito Canônico, Direito Civil e Psicológico.

Diante desses fatos, surge a necessidade, também, da Igreja analisar cada candidato antes da ordenação, e caso apresente qualquer desvio de conduta, ficará suspensa sua ordenação sacerdotal.

Essa nova consciência remete a Igreja Católica tratar desse problema como caso de saúde mental, e para tanto cabe aos profissionais da psicologia pensar que novos desafios estão surgindo. A contribuição será de grande relevância para este momento, pois irá auxiliar a criação de uma nova ordem ao reorganizar condutas que vise respeito à vida e principalmente a de seus semelhantes.

Nós psicólogos devemos estar irmanados com esta nobre decisão.


Psicólogo Dionisio

Pra início de conversa.

Este espaço destina-se a discussões sobre os rumos da psicologia, seu espaço profissional e principalmente os rumos que tem tomado nos últimos anos.


O quanto tem sido respeitada?

O que temos feito para que tudo isso aconteça?

Nos últimos meses tenho me debatido com as discussões sobre o ato médico.

O que ele representa para nós e principalmente o que faremos com a aprovação dele, caso isso aconteça, pois se seguirmos os rumos atuais da mobilização da categoria, certamente corremos grande risco de que ele seja sancionado como lei.

Vejo a fragilidade de nossas mobilizações, inclui-se aí a Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Odontologia, Educação Física, Serviço Social, Biologia, Biomedicina, Biologia, Fonoaudiologia, Técnicos em Radiologia, Enfermagem e Medicina Veterinária e outras ainda não regulamentadas como por exemplo a Optometria.

É importante saber que nos resta pouquíssimas alternativas, pois o Projeto de Lei já passou pelo Senado, pela Câmara dos Deputados e retornou ao Senado, de onde irá para a sanção presidencial.

Ainda há tempo!!!!!!!

Presisamos definir o que queremos, nós da Psicologia e os colegas das demais profissões.

Continuaremos sendo COADJUVANTES ou nos tornaremos PROTAGONISTAS??????

Vejam no Twitter a definição do artigo 4 do Ato Médico.

Isso é apenas um fragmento do que vem acontecendo diante das situações concretizadas pela saúde nos Municípios, Estados e Nação.

A partir desse ponto, vamos discutir todos aspectos envolvendo nossas profissões.

SEREMOS PROTAGONISTAS OU COADJUVANTES???... eis a questão.

Vamos ao debate.
 
Psicólogo Dionisio